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(Toca violão ao contrário). Metido a professor de Inglês em Parnamirim , RN. Aluno de especialização em INGLÊS na UFRN. Nerd.

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Aula na 1a série
Aula na 3a série 1
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contra o Vingador 1
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Visitando o GAROTO JUCA JR!PARTE 1
Visitando o GAROTO JUCA JR!PARTE 2
como são feitas as provas
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Em Busca do alehgres f.1
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Deus existe, pssor?
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Quarta-feira, Março 30, 2005

Uma produção Tristonhus e Alter-Egos



10

_ouviu alguma coisa?_ perguntou Dra. Hayes, ao cruzar mais um corredor escuro.
_ Vocês americanos, sempre histéricos..._ retrucou Morita, ao lado, segurando uma lanterna.
_ Eu juro que ouvi.

Katharina Hayes, neuro-cirurgiã renomada e ganhadora do prêmio Nobel por suas importantes pesquisas na recuperação de pacientes com o mal de Alzheimer. Pat Morita, o analista de sistemas da equipe. Projetou todo o equipamento eletrônico do Centro, inclusive o aparelho que permitia ¿ver¿ o mesmo que Johana via na mente de outrem. Os dois foram designados à tarefa de vasculhar o segundo andar do Centro em busca de Johana. Aparentemente a luz do prédio havia sido apagada há dez minutos, complicando ainda mais a procura da menina. Eles conversam.

_ Eu acho que deveríamos descer essas escadas e dar o fora daqui._ disse Dra Hayes.
_ Não. Não devemos. Johana está fora do casulo, Hayes. Lá, tínhamos o controle, mas aqui fora ela está susceptível ao poder, à corrupção. Johana vislumbra a Perfeição, a onisciência e onipresença. Imagine um ser humano com os poderes de Deus... Não. Definitivamente eu não acho que devemos.
_ Lá vem você e sua metafísica oriental... Ela é só uma menina, cara! Que que ela pode fazer? ahn... a gente já entrou nessa sala?
_ creio que não.
_ abra.

Pat pega na maçaneta. Devido ao silêncio, o rangido da porta parece assustador. Ele ilumina o lugar, mas, incrível, a luz não penetra na sala. Só havia o escuro mais negro que eles já presenciaram. O escuro que contém o nada, o escuro que contém o tudo. Um som. Não, uma cantoria. Uma voz de menina ecoa por entre o breu.

_ Cuidado com os sentidos, Hayes; Johana vem nos pegar.

Dra Hayes apenas arregala os olhos, sentindo seu ceticismo abalado. O som da cantoria aumenta, até que:

***
_ Olá!, _ Diz uma menina de cabelos loiros, capuz vermelho e portando uma cesta._vocês sabem onde fica a casa da vovó?

E fez-se a luz, como no ato da Criação.Os dois apenas olhavam, não acreditando nos próprios olhos; E surge um sol, um bosque e um arco-íris. E Chapeuzinho Vermelho.

_ Droga. O que diabo está havendo aqui, Morita?_ perguntou Hayes. Mas há algo ainda mais estranho naquilo tudo: Pat Morita sumiu. Hayes vira-se em busca do colega, e assim como uma náufraga aperta uma bóia salva-vidas, assim ela segura o sedativo. Chapeuzinho Vermelho continua estática, sorrindo fixamente para ela, como se fosse de plástico.
_ Venha! Vamos! _ disse a menina ao sair trotando pelo bosque. Hayes, atordoada, apenas acompanha.



:- ( Dia 4/4: o mundo feliz.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 17:10

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Segunda-feira, Março 28, 2005

:- | Olá pessoas! Voltamos de Salvador, onde participamos do Encontro Regional dos Estudantes de Letras, que foi na Universidade Católica de Salvador- UCSal.
:- ) Salvadô é linda, meu rei!
>:- ( Serennus, se ele falar assim mais uma vez eu encho a cara dele de porrada.
:- | hum... bem, foi uma semana maravilhosa que passamos entre amigos, aprendendo coisas novas e vamos combinar: viajar é muito bom!

Os Alter-Egos em Salvador!

Com: e dona Babíola

>:- ( atenção, Serennus: Chegamos no Pelourinho e ainda não vimos nenhuma fonte de axé-xelentos nem pagodeiros, mas fique atento, porque eles estão em toda parte! A dona Babíola já está com um cd do Dorival Caymmi pra tacar neles na hora que aparecerem.
:- ( aff... Ele ainda tem aquele plano "maligno" de destruir a fonte, o lugar onde nascem os pagodeiros...
:- | deixa ele. Olha a igreja da Misericória e a de São Francisco ... coisa linda...
:- ) Padre aqui não passava fome né? Tem uma igreja em cada esquina!
:- ( na verdade são mais de 360 igrejas.
>:- ( muito foda essa arquitetura, povo.
:- ) quero acarajé!
>:- ( De novo? Quer ter diarréia é?
:- | A "casa de Jorge Amado"! Veja essa vista!
:- ) oooooooooooohhhh!!

Depois do almoço, os Alter-Egos e Fabíola pegam o elevador Lacerda para ir ao Mercado Modelo.

>:- ( ahhhhh... nada melhor do que vir a Salvador e comer uma pizza com Coca-Cola...
:- ) e de calabresa!
:- | O mercado Modelo!
:- ) nossa quanto artesanato bonito...
:- ( muita coisa bacana. É quando vemos que há valorização do turismo, e não o descaso lá de Natal...

saindo para pegar o ônibus de volta, brotam quatro homens do chão sorrindo, tocando pandeiros e tambores e cantando músicas que exaltavam o valor das vogais.


AE AE AE AE, O, O, O, O, O, AE, AE, AE, IHHHH...



>:- ( AAAAAAAGGGGHHHH!! MATA! MATA! MATA! SAI DAQUI!

Pagodeiros: aiaiaiai! Socorro!

>:- ( pronto. Estou feliz.

E assim termina a aventura dos Alter-Egos no pelourinho. Em seguida eles e a dona Babíola sobem no ônibus de volta para a UCSal, só que... se perdem. Mas aí é outra história.

No blog do Serennus: MAIS SOBRE A VIAGEM


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 18:18

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


QUARTA-FEIRA:



e SEXTA-FEIRA: O primeiro conto feito a OITO MÃOS da história do Alter-Egos.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 18:10

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Segunda-feira, Março 21, 2005

Uma produção Tristonhus e Alter-Egos:


9

Dr. Ramos: Brasileiro, solteiro. O membro mais novo e mais problemático da equipe. Ele foi Indicado por um dos patrocinadores do projeto a, juntamente com os outros cinco colegas vivos, liderar o projeto Johana. Psiquiatra progressista, sempre teve problemas com os professores do doutorado. No Centro, abusava do status de celebridade instantânea e promovia orgias e bebedeiras, sempre sob suspeita de usar as verbas do Centro, além de vender informações sigilosas à imprensa.

Jorge Ramos urina.

Há meia hora Dr Ramos e Dra Gouveia foram indicados a procurar Johana no terceiro andar do prédio. Nele só há corpos; Pessoas com feições impossíveis de se descrever, com suas bocas arreganhadas, olhos revirados, posições corporais de feto, de criaturas não-terrenas.

Maria Gouveia veio de Caracas a pedido do dr. Robbins devido ao seus artigos e livros sobre psicologia infantil, dentre eles os best-sellers "Bullying nas escolas e a cultura de massa" e "porque as crianças entram na escola com uma metralhadora". Durante os oito anos trabalhando para o centro conseguiu vários progressos na "manutenção" do condicionamento de Johana.

Mictório masculino. De dentro, Dr. Ramos tenta manter um diálogo com a Dra Gouveia:

_ Dra, não consigo entender porque a menina só deixou a gente vivo... Olhe em redor, estão todos mortos!
_ Eu não sei, Ramos!_ grita Dra Gouveia, do lado de fora._ E também não me interessa. Vamos achar logo essa meninaegaga!
_ hã!?

***
Uma menina de cabelos castanhos está sentada numa cama. Seu olhar anda pelas paredes com uma fúria contida, como alguém que odeia profundamente uma pessoa já morta. A cama curva-se, resistindo à uma eterna briga entre ela e aquele ser arredondado. Maria era gorda. Muito gorda. Uma menina de 1,54 e 93 quilos não pode passar por entre uma fila de cadeiras no cinema sem ficar constrangida. Ela olha para si mesma
e o nojo
está
de volta.

Sala-de-aula da escola Rainha Victória, Caracas. Dentro, a turma da 5ª série de 78 assistindo à aula de matemática. Não precisa fazer muito esforço para achar Maria Gouveia, na terceira fila, cadeira três. Ela sente alguém bater em seu ombro e sussurrar, em espanhol:

_ Maria, fasta um pouco pra esquerda? Não consigo ver...
_ hã? Tá...

Maria vira o gigantesco corpo para a esquerda. Como a menina não abusou dela, ela sente uma felicidade indescritível, sentiu-se como o sapo da estória que virou gente. Maria passou a amar a menina que sentava atrás.

Mas Ramon viu tudo.

_ Maria sua gorda, cê devia de sentá lá traiz, os povo num conseguem nem vê o fessor, balofa!
_ como é, seu imbecil!?
_ Maria Gouveia! COMPORTE-SE!!_ gritou o professor, ao ouvir os xingamentos.
_ foi a baleia, pssor! Ela tapa a visão de todo mundo com suas banhas!

Maria resmunga algumas palavras e levanta, afim de esmurrar seu colega. No entanto, um barulho de pano rasgando a faz parar. Ela está nua, desnuda na frente de todos. As pelancas que ela pensou certo dia em tirar com uma faca estão todas à mostra. As risadas, as eternas risadas inundavam sua mente, seu ser, sua vida. Maria tapa os ouvidos, gira, nua, nua, o professor ri.
***

_ Dra Gouveia? _ Jorge Ramos, saindo do banheiro, tentando entender aquela gorda se batendo na parede.

Ela o vê. Um menino de onze anos apontando o indicador e tapando boca com a outra mão. Jorge tapa a boca, porque Maria não parece gente, Maria é um ser involuído, um símio, um ser inconsciente, Maria é o próprio inconsciente, um demônio cheio de braços! _MARIA?!_, Jorge sente suas pernas balançando no nada e toda a realidade avermelhando.

Maria esmaga a cabeça do Ramon na parede e observa seus miolos, sorrindo. E segundos depois, o que resta da Dra Gouveia pula janela afora, em busca da liberdade.



:- ( Continua na próxima segunda. (28/3)


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 00:16

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Sábado, Março 19, 2005

OS ALTER-EGOS VÃO PRA BAHIA, ESSE MININO!



:- | Semana que vem os Alter-Egos estarão respirando o ar da Bahia, porque estaremos no Congresso Regional dos Estudantes de Letras (EREL). Vão conosco um monte de coleguinhas do curso e gente que vamos conhecer por lá. Legal né?
:- ) Por quento tempo, Serennus?
:- | bom, vamos na terça 22 e voltamos na segunda 28. Quase uma semana.
:- ) wow. Será que a gente aprende capoeira em tão pouco tempo?


...
>:- ( hum...
:- | que foi Cabi?
>:- ( hã? Nada.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 15:07

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


SEGUNDA-FEIRA, 21:


começa a caçada


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 14:56

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Quinta-feira, Março 17, 2005




Depois de detonar o maligno Saddam Russein, o Macaco louc-digo, Bush, aponta seus mísseis para a Síria e a Coréia do Norte, e faz o Alehgres ter mais uma de suas idéias insanas...

:- ) Hello? É da casa branca?
-- yes!
:- ) quero falar com... comé mermo? Ah! Bush! President Bush!
-- Roger!
:- ) Não! Bush! Bush!


(musiquinha ridícula)


:- ) hihihihihih.


whasup mate?



:- ) Bush! É o Alehgres, do Alter-Egos!
Bush: Oh, great. Eu gostar muitoh de seu weblog e--
:- ) Tá, tá. Olha, eu conheço um cara que anda mexendo com plutônio, sabe? acho que ele faz parte do tal "eixo do Mal"...
Bush: plutôhnio?! Ondeh? Quém é? deega!
:- ) O nome dele é Cabreirus. Repeat: CA-BREI-RUS.
Bush: Cabreirus? No! OhmyGod! É mentirra!
:- ) é verdade!
Bush: Mentira!
:- ) verdade.
Bush: hum. Ókey... Powell, We have a job to do!!


Another blowjob?


Bush: no, stupid! A JOB!!

Cabreirus neste exato momento está dando uma mordida sem conotações sexuais numa banana.

>:- ( hum...heheh.

Um avião. Na janela.

>:- ( hum...? heheh.

um míssil

>:- ( cacete.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 17:12

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Quarta-feira, Março 16, 2005

desabafa.

Preciso trabalhar; sou um workaholic. Em tempos que acreditava, 22 turmas eram poucas pra me deixar cansado. Era dia, tarde e noite vendendo aulas dinâmicas, divertidas e proveitosas. Findi fazendo apostilas, aulões, reunião-chata. Em dias sem trabalhos não me acho, não me afirmo, sinto metade de mim inexistente, difícil fazer graça. Penso muito, crio muito, e quando não se faz isso, me desespero, fico estranho, eu me quero de novo! Sou um workaholic!

ps: não estou desempregado, só des-encantado.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 10:33

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Segunda-feira, Março 14, 2005

Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 23:03

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


:- ( Para entender melhor: Voltamos ao presente, ou seja, estamos dando sequencia aos episódios 5 e 6, publicados no dia 24/2.

Uma produção Tristonhus e Alter-Egos:



7

Numa das salas do centro psiquiátrico Thomas de Aquino há uma menina que corre desesperada e sem rumo. Ela não está tão apavorada por causa das tantas luzes, das tantas portas e do barulho ensurdecedor dos alarmes, mas sim por causa das vozes mentais de 157 pessoas entrando vertiginosamente na sua cabeça de doze anos.

***
uhhh, vou comer a estagiária hojAcho que o Hobbes está se drogandopor que? Por que ele escolheu aquela vaca?hahahah, que idiotGOSTOSA!Não! pára, pai!A menina fugiu, e se ela descobrir o desfalque que fiz na empreshummm, acho que estou com sífili--
***

Longe do quarto protegido contra emanações psíquicas Johana está vulnerável, assim como todas as outras pessoas. Por onde passa ela vê gente caindo e gritando. A dor é tão grande que algumas batem com a cabeça contra a parede para ver se diminui, ou se acaba com aquilo de vez. Ela desce escadas, entra aleatoriamente em portas e esbarra em várias e várias pessoas. Quando, de repente, tudo acaba.

_ AAAAAAHHGGGHH!!_ Grita Mark Robbins, diretor do centro psiquiátrico. Ele estava em plena reunião, quando começou a doer. Seus assistentes ainda meio zonzos, tentam se recompor._O que aconteceu?_ Mark Pergunta.

_ Euguuuu, não sei...
_ Johana!_ Gritou Mark olhando para o monitor que dava para a cela da menina, que neste momento está vazia._ Acionem todos os homens!
_ Hã?_ perguntou Jacob, seu irmão mais novo._ Os vivos?
_ Como? "Vivos"?!
_ Sim. Veja!_ Ele apontou para os monitores de tv que dava para os corredores. Mark pôde ver as dezenas de pessoas tendo espasmos e sangrando pelos olhos.
_ Oh, meu Deus..._Exclamou Mark.
_ Senhores,_ disse Jacob, engrossando a voz_ Temos um alerta vermelho.

8

_ ... então ela fugiu da sala..._diz Mark, de pé, para os poucos colegas que restaram._...e está solta pelo prédio. Mas por algum motivo estamos vivos e Deus... eu não sei o que se passa na cabecinha dela...
_ Acredito que ela esteja desacordada. _interferiu Jacob Robbins_ Se for isso- e eu espero que seja- temos que achá-la antes que acorde, se quisermos viver ou pelo menos continuar sendo capazes de vestir nossas cuecas.

Jacob olha em redor, procurando alguém que risse da piada. Como isso não aconteceu ele baixou a cabeça, sem graça. Ignorando a piada do irmão, Mark observa os colegas restantes. Eram quatro ao todo: Dr. Ramos, Dra. Gouveia, Pat Morita e Dra. Hayes. Mark Robbins se decepciona ao ver aquelas caras apavoradas, abatidas, e lamenta pelos vários colegas mortos.

_ Senhores, _ diz, tentando manter-se frio _ a situação é grave. Johana tem que ser encontrada, antes que... antes...

Um silêncio inquietante se fez na sala. Eles sempre souberam com o que estava lidando. Ao que constava, o "projeto Johana" era uma "obra" financiada por uma empresa privada, com o fim de revolucionar a justiça, visto que uma vez contemplado o que havia na MEMÓRIA do réu, não haveria contra-provas. O fato é que todos naquela sala sabiam que o tal "projeto" foi financiado pelos militares a fim de se criar a "arma perfeita", mais poderosa do que qualquer bomba atômica e sem efeitos ao meio ambiente. Johana, se corrompida, pode fazer o que quiser, SER o que quiser, bastava ela PENSAR nisso. Todos encaram Mark Robbins como se ele fosse seu salvador, visto que o idealizador daquilo tudo era ele. Mark Robbins, o tímido psicólogo, treme por debaixo do jaleco. Mas ele é o líder. Esperam suas ordens. E tentando fingir confiança, ordena:

_ Vamos nos dividir em pares: Dr. Ramos/ Dra Gouveia: terceiro andar, Morita/ Dra Hayes vão para o segundo andar e eu vou com meu irmão para o térreo. Não adianta procurar por roupas especiais; elas não adiantam. Levem os sedativos para quando achá-la e tragam-na pra cá VIVA. Caso ela tente atacá-los, gritem o mais alto que puderem e que Deus esteja com vocês.



UPDATE: :- ( A caçada começa na segunda, 21. (mas quem caça quem?)


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 10:54

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Domingo, Março 13, 2005

:- ) Olá, cabi!
>:- ( ahn? É. oi.
:- ) vamo falar do que?
>:- ( ah, sei lá, inventa qualquer coisa.
:- ) hum...
>:- ( ...
:- ) ...
>:- ( ...
:- ) Já sei! Vou falar do meu pé!
>:- ( quê?!



:- ) Meu pé mutante:



:- ) Meu pé é chato e tem quatro dedos. Dois deles são colados e por isso eu sou um mutante. Dedos colados são bons pra chutar de "três dedos" e dar o efeito na bola que mata o goleiro.

Ter quatro dedos é bom porque é uma frieira a menos.

Ter dedos colados é bom pra conquistar as meninas: é só mostrar o pé e dizer "olha, meus dedos são colados..." com cara de cão que caiu da mudança que elas dizem "oooohhhh..." e eu digo "às vezes dói..." e elas: "OOOOOOOOOOOOOOHHHHHHH..."

Uma vez chegou um careca aleijado me chamando pra uma irmandade e blábláblá, que conversa fiada! Vai dizer que aquele aleijado é super-herói! Ora pois.



Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 00:09

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Sexta-feira, Março 11, 2005


...
Por que aquele homem está catatônico em cima da cama? Aquele homem amava tanto o xadrez, tanto, que ele vivia para o xadrez, comia para o xadrez, respirava xadrez. Trinta e sete anos dedicados a campeonatos, partidas por carta, estudando os adversários, jogando sozinho e tudo, tudo para ser o melhor enxadrista que já pisou neste planeta. Há dois anos ele sonhava que jogava xadrez com o tempo. Um sonho cujas batidas no relógio eram as vidas que ele perdeu, a família. Sua esposa. Às sete da manhã, o despertador tocou e, por reflexo, apertou com toda a força aquele relógio. E ele espera, até hoje, que o tempo faça a sua jogada.

...
Tenho vontade de brincar com aquelas crianças.

...
Num prédio de dois andares está um homem escorado ao parapeito. As pessoas que passam por trás e não o percebem, e só alguns poucos percebem rapidamente seu olhar perdido no nada. O sino toca. O professor entra na sala, expõe seu trabalho educacional de forma alegre e dinâmica. Ao final da aula ele volta ao parapeito e ao nada.

...
No ônibus, observo a cena. Ela deita-se sobre ele. E dorme. Ele beija sua cabeça, a abraça e uma lágrima escapa-lhe dos olhos.

...
Descobri que Deus é uma mentira. Foi horrível. Depois descobri que as pessoas mentem. Pouco depois todo o resto era mentira. Em seguida, meus ideais são uma mentira. Minha postura, minha profissão, e a pessoa que amo em verdade, desconfia que sou uma mentira. Eu só quero dormir, mas dói muito.

...
Fui na faculdade me inscrever numas disciplinas e por mais emburrado que parecesse estar, senti uns tapinhas nas minhas costas e me viro, pra dar de cara com um menino no braço da mãe dando gargalhadas da minha cara amuada e falando uma língua estranha, com aqueles dois dentes saindo à mostra. Ao que a mãe se desculpava, disse-lhe não, tá tudo bem. E ganhei o dia.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 00:14

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Quinta-feira, Março 10, 2005



:- | Olá gentes.
>:- ( e aê.
:- | Ontem fui na facul me inscrever nas disciplinas que vou pagar no semestre. Serão 5 no total, mais uma à noite, que ainda não sei qual é. Encontrei minha amiga dona Babíola e umas meninas do CA de letras pra falarmos sobre o erel- o Encontro Regional dos alunos de Letras, que será na Bahia e estarei lá.
>:- ( E adivinhem onde fui achar nosso sumido empresário Troscoman; pois é, o rapaz sumiu com nossa grana e foi achado disfarçado de MULHER no jogo GUNBOUND.
:- ) O Cabi e o troscão são dois viciados no jogo, heheh.
>:- ( Eu não, ora. Eu só passo umas hum... horinhas só jogando e-- bah, vai te catar!
:- ) VICIADO! VICIADO! HEHEH.
>:- ( cala-boca.



Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 01:01

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Terça-feira, Março 08, 2005


4

Johana tinha agora 12 anos. Ainda no mesmo quarto, ainda fazendo as mesmas coisas. A voz onipresente que a acompanhava há anos voltou a falar. Era uma voz macia e bondosa, como a voz de um pai.

_Bom dia, Johana. Vê este homem que está entrando?_ Johana apenas se vira para o homem, sinal de que entendera a pergunta. _ Sente-se de frente para ele, está bem? _ ela obedece.

Um par de minutos se passa em completo silêncio. A menina de cabelos negros olha fixamente para aquele homem amarrado e amordaçado, que treme e sua sobre a cadeira. A voz finalmente volta a falar.

_ Johana... Por que?

"Por que". A terceira pergunta. A prova da evolução de uma espécie, enquanto os não-evoluídos não passam do "como" e "onde".

***
Uma imagem de Nossa senhora de quase meio metro aparece bem desgastada, à primeira vista. Em volta há uma parede branca que segue para cima, donde se tem uma abóbada bem alta. Bancos. Altar. Mickey, como todos o chamavam, está ajoelhado e murmura rezas para a santa à sua frente. Ele chora. Está nervoso. Por que chora, Mickey? Johana tem vontade de perguntar. Mas ele não a vê. Uma voz. Será ele? A voz que vem do seu quarto?, Johana pensa. Não. É um homem vestido com uma roupa branca que vai dos pés ao pescoço, fazendo Johana se perguntar se ele é um dos enfermeiros que ela vê todos os dias. O dono da voz chama por Mickey, mas Mickey não olha. Ao invés disso, ele sai correndo.
............................................................
....................................................................
.................
Mickey chora, mas não pode gritar. A dor é enorme, tão grande que Johana chora também. E grita. Mickey grita. Johana grita.

***

_ ENFERMEIRO MAU! ENFERMEIRO MAU!_ Johana gritava sem parar, e, histérica, arrancou os eletrodos presos à sua cabeça e a agulha do soro, por onde viria o sedativo no caso de isso acontecer. Com a evolução do tratamento, era possível ver o mesmo que Johana via e isso podia ser exibido num monitor de tv. E enquanto Mark e seus colegas viam a horrenda cena de estupro, uma forte dor lhes foi acometida no meio da cabeça, fazendo-os gemer e se ajoelharem. Imediatamente, homens cobertos dos pés à cabeça com uma roupa de lona azul entraram gritando e segurando a menina. A histeria continuava. Um dos três homens saltou no pescoço do que estava com a seringa e começou a sufocá-lo. O terceiro, também chamado "reserva", apartou os colegas e levou uma espetada da seringa que continha o sedativo. Mickey, também histérico, gritava e se sacudia na cadeira, que nesse momento já estava encharcada de urina. Johana correu para a porta, na tentativa de fugir dali, e encontrou mais dois enfermeiros, que lhe aplicaram o sedativo. Johana caiu no chão, imóvel.

Meses depois a defesa usou o vídeo feito por Johana e a pena de Mickey "horror das crianças" Gomez foi abrandada, dando lhe apenas 458 anos de detenção no manicômio estadual. Esse julgamento entrou para a história como o primeiro a usar imagens mentais como evidência. Johana virou capa de revista no mundo inteiro e no mundo inteiro não se falava em outra coisa. Ela virou deus, xamã e demônio. Crédulos faziam orações e cultos para ela. Militantes dos Direitos Humanos protestavam em frente a ONU e na frente do centro psiquiátrico em favor da liberdade da enigmática menina que lia pensamentos. A situação ficou tão insustentável que Mark, numa entrevista coletiva, marcou uma visita da imprensa ao Centro para o dia seguinte. E assim foi.



Segunda, 14 : Ao presente


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 00:10

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Domingo, Março 06, 2005

No episódio anterior...

...
:- ) é a vovó!

Chapeuzinho tira a batata e bota de novo na boca.

:- | sim, minha netinha! Quando vi que você nunca chegaria à minha casa antes que o post ficasse astronômico, eu mesma resolvi vir pegar meus doces!
>:- ( hahaahh! Olha, o Serennus!
:- | O texto.
>:- ( heheh- hum. Nos encontramos de novo, ein vovó?


SAGA CHAPEUZINHO VERMELHO- FINAL


como "Vovó" como "Mamãe"
como " Lobo-Mau" como "Chapeuzinho Vermelho"

A vovó tira dos peitos caídos feitos de bolas de tênis, um sabre de luz. Momento de tensão. Vovó e Lobo ficam andando em círculos, empunhando seus sabres-jedi, que fazem um barulho assim: uóum! uóum!

:- | Sim, me lembro de você. Você era do bem, rapaz. Seu nome era até... ahn... ¿Lobo-bem¿, Mas a ambição e a pederastia lhe virou a cabeça.
>:- ( ei!
:- | tá bom, eu mudo. SIM, me lembro de você. Você era do bem, rapaz. Seu nome era até ¿Lobo-bem¿, mas a pederastia lhe virou a cabeça.
>:- ( E você, velha estúpida? Você...você é VELHA!
:- | é?
>:- ( é!
:- | é?
>:- ( É!!
:- | então toma!

Finalmente a luta começa, com os sabres-de-luz se batendo e soltando faíscas. Com uma rapidez espantosa, a vovó consegue se defender dos ataques do Lobo-Mau, que ataca ferozmente a vovó. Enquanto isso, Chapeuzinho, sentada, tenta saber que gosto aqueles doces têm, e faz uma careta depois de saber que mordeu um pedaço de plástico.

:- ) eca. Hum...

E morde de novo.

:- ) Hum...

E a luta continua feroz, derrubando todo o cenário. O Lobo cai, depois de tropeçar no boneco que representa a mãe de Chapeuzinho morta. A vovó aproveita que o Lobo está caído e sem sua espada e sentencia:

:- | Acabou, Lobo. Você nunca mais irá molestar crianças indefesas.
>:- ( mas eu ia comer ela no bom senti- ah, deixa pra lá.
:- | Não importa.
>:- ( Vovó?
:- | que?
>:- ( tenho algo a lhe dizer.
:- | o que.
>:- ( eu sou seu pai.

Ah, não. Isso já é doentio... ei, você que está lendo isso aqui: Eu sou apenas um narrador contratado, eu NÃO escrevi esse texto!

:- | p-pai?
>:- ( sim, minha filha.

Não é lindo? Eles agora estão se abraçando. Estou sendo sarcástico. Vocês entenderam, né?

:- | mas por que você quer matar minha netinha?
>:- ( sei lá, por que tava no texto.
:- | ah.

E tudo acabou bem. Ao final, eles cantaram uma música ridícula exaltando a paz, o amor e churros com leite condensado. E deixaram o que restou do cenário.

Fim

:- ) *burp*. Tudo escuro... ai minha barriga... acho que vou fazer aqui mesmo...


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 10:31

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Sexta-feira, Março 04, 2005


3

Um homem se viu rodeado por microfones de todas as emissoras de televisão desse lado do continente. Flashes e mais flashes o cegavam, obrigando-lhe que falasse com os olhos baixos. À sua frente, um batalhão de repórteres loucos para ouvir sua tímida voz respondendo às suas perguntas. Uma ordem se fez e um deles começou:

_ Dr Robbins, é verdade que há uma menina confinada em seu prédio?
_ Olha...eu não diria confinada, e sim, uma menina que está aos nossos cuidados.

_ Dr Robbins, é verdade que o assassino serial Jeb Irons manteve suas vítimas vivas alimentando-as com seu próprio esperma?
_ Sim, é verdade...

Houve um burburinho por entre os presentes. Seguindo a fila, um outro repórter perguntou:

_ É também verdade que a menina foi peça-chave para o descobrimento do local?
_ sim, é verdade.

_ Dr Robbins, o senhor poderia explicar como isso ocorreu?

Mark se remexeu na cadeira. Ele sabia que essa pergunta viria mais cedo ou mais tarde, mas concordara em responder a todas as perguntas.

_ Johana tem o dom de ver a verdade. E foi o que ela viu.

Houve mais um burburinho. Dessa vez, Mark foi evasivo, com sua explicação filosófica sobre o dom de Johana.

_ Mas doutor, como comprovar que ela realmente faz essas coisas?
_ As crianças estavam lá, não?

Ele se referiu às crianças seqüestradas por Irons e que foram encontradas numa casa abandonada, no centro, em frente à igreja San Martín.

_ Doutor, não é crime manter uma criança em cárcere privado?
_ Senhora, Johana não está aqui à força, e ela é muito bem tratada por sinal. Se quiserem, podemos marcar uma visita. O caso é que se ela for para as ruas, só Deus sabe o que pode acontecer. Agora, se me dão licença...

Mark sai visivelmente irritado, deixando uma dúzia de repórteres sem conseguirem fazer suas perguntas.



Terça (8/3): "O enfermeiro mau"
Domingo (6/3): AS AVENTURAS DOS ALTER-EGOS




Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 11:44

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Quarta-feira, Março 02, 2005

UPDATE::- | gente, por total falta de tempo, o episódio final de CHAPEUZINHO VERMELHO não pôde ser publicado hoje (3/3). E por estar muito perto do próximo ep. de JOHANA, que é amanhã, o ep. de CHAPEUZINHO VERMELHO foi deslocado para o DOMINGO, ok?

da inoxidável série


CHAPEUZINHO VERMELHO FINAL- 1



com

Olá, leitores! Sou seu mal-pago narrador prestes a contar como a Chapeuzinho Vermelho finalmente chegou à casa da vovó.

Depois de todo aquele rolo lá com os gays, com o Godzilla e com o povo verde*, a menina aparece no mesmo bosque em que começou a história. Trotando por alguns metros, ela encontra uma casa. Será esta a casa da vovó? E Chapeuzinho, que inexplicavelmente continua com sua roupa limpinha, resolve bater à porta:


(toctoctoc)

E ninguém abre. Ela resolve bater mais uma vez. Nada. Bate de novo. A porta se abre.

:- ( quem é?
:- ) MAMÃE!! MAMÃE?!

Ah não, Chapeuzinho! Você voltou pra casa!

:- ) voltei pra casa!
:- ( d´oh. Presumo que já tenha entregue os doces à vovó.
:- ) ops.
:- ( quê? Como- você está louca? Você rodou a porcaria do mundo inteiro e NÃO. ENTREGOU. OS. DOCES?!
:- ) ...
:- ( !!!
:- ) devia?
:- ( ahmeudeus... DIRETOR!!

E então vem um homem, todo vestido de preto, cabelo grande, óculos de sol, focinho e rabo. Focinho e rabo?

>:- ( O que é?
:- ( essa história está toda errada e bla bla bla bla bla bla bla bla- AAAAHHHHHHHGGGGHHH !!!

Oh, Deus! A mãe de Chapeuzinho foi cortada ao meio com um sabre de luz! E foi o próprio diretor!

>:- ( sai pra lá, velha chata! E agora é a sua vez, Chapeuzinho! HAHAHAHAHAHAH!!!

Céus, como pude ser tão burro! Era o lobo-mau disfarçado todo o tempo!

:- ) AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!! SEM TODDYNHO! SEM TODD-UUMMMFF!!!
>:- ( sim, agora que eu sou o diretor dessa peça imbecil, eu posso fazer o que quiser, até tapar a sua boca! Hahahahah!!

O Lobo fica rindo e dando soquinhos no ar, enquanto a Chapeuzinho, coitada, está com uma batata na boca. Que maldade! E agora, pessoal? Quem poderá ajudar a Chapeuzinho?

:- | aham.

Sim! Quando sai uma senhora horrorosa e varizenta do meio do cenário: É a vovó!!

:- ) é a vovó!

Chapeuzinho tira a batata e bota de novo na boca.

:- | sim, minha netinha! Quando vi que você nunca chegaria à minha casa antes que o post ficasse astronômico, eu mesma resolvi vir pegar meus doces!
>:- ( hahaahh! Olha, o Serennus!
:- | O texto.
>:- ( heheh- hum. Nos encontramos de novo, ein vovó?

Sim, senhores, chegamos ao clímax dessa bizarra aventura com o encontro do Lobo com a Vovó. Qual será o destino de Chapeuzinho? ela vai conseguir tirar a batata da boca? Amanhã, no ÚLTIMO, eu disse ÚLTIMO capítulo de CHAPEUZINHO VERMELHO.

*versão extendida com meia hora de duração, para quem comprar o dvd.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 11:17

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


© 2004 por Dyego Fernandes Saraiva Silva. Proibida a reprodução, total ou parcial, sem autorização do autor.




Aparições esporádicas. Sombrio. Metido a escritor. Chato. Analista do Serennus. Triste. Tímido. Deprimido.

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