Sábado, Julho 31, 2004
:- | Enfim, ação nesse negócio!

Isso foi...inesperado...
SAGA PODER DO MITO
Um dos "meninos" de quatro metros de altura pegou no ombro de George, que se virou e socou-o lançando-o dentro de um dos montes de lixo. George levantou-se. Os quatro juniores atacaram simultaneamente enquanto Augustus era protegido pelo que branco vestia.
EPISÓDIO 40 (parte 2) - O DIA QUE O UNIVERSO PAROU
E mais uma vez, a realidade assumiu a POESIA que o Super-Ateu construía em sua mente; Um punho arremessado a quilômetros, uma das mãos dentro do cérebro dum ciclope. Algo lhe atinge a nuca, o impacto o leva para DENTRO de um dos Juniores. A dor, que foi transferida para suas cordas vocais, faz seu grito ser ouvido por Hans Shroedder, o líder da rebelião em Massacration.
A MATÉRIA começa a distorcer quando o homem de branco entra em ação. Uma seqüência de ataques fazia ondas de choque que arrancava árvores e fazia os carros em redor CAPOTAREM. Do céu um círculo se via, como se bombas atômicas caíssem diversas vezes num mesmo lugar. Um homem desesperado está deitado e chorando.
Nariz. Ouvidos. Sangue esvai.
Impacto. Punhos. Pés.
A dor que George sente é..impraticável, e, por centésimos de segundo, ele se desconcentra.
Jason está tremendo. Seus pensamentos são uma massa caótica e difusa, fruto da percepção de outros. Hume disse que um humano só pode experimentar as leis da física, já Jason as VÊ. A sua própria percepção de universo e realidade são distintas da de George.
Ele tenta raciocinar como George... mas enquanto um vê POESIA, esse vê INTEGRAIS.
George sente os ÁTOMOS de diferentes matérias lhe bombardeando, sente os NEUTRINOS que atravessam a Terra, sente o movimento daquela folha de cipreste a trezentos e trinta-e-dois metros dali.
Ele se sente um. Ele sente a Verdade:
Somos o que per-ce-be-mos.
E chora.
As pessoas saem às ruas com medo da GUERRA. Com medo do "bombardeio aéreo" de que tanto falam. A TV manda a todos se acalmar.
Em Massacration, Hans Shroedder comanda uma horda de rebeldes armados. Billy "the kid" e sua trupe* combate uma "cobrança" feita num bairro pobre de Small. São os únicos que sabem o que se passa no lixão.
O chão está frio. Ele não existe. Ele é a dor lancinante de um braço que não existe mais. Ele é o amargor na língua que um doente sente ao comer chocolates. Por alguns milésimos de segundo,
Ele
me
vê.
_EU...EUEUEUEUEU EXISTO!!! IAAAAAAAGGGHH!!
Jason o observa com o olhar de uma criança.
Parou. O lixão virou pó. Nada atingiu aos dois. É como se eles se ANULASSEM. Um, o de branco, de pé. Outro, o de preto, arrasta-se vazando sangue pelo CÉREBRO. Tudo vai terminar agor--Um MÍSSIL atingiu a redoma telecinética invisível que envolvia Jason. Com o impacto, ele foi lançado para o que restou do bosque em redor do lixão, caindo desacordado.
_ Mas que merda!_ Augustus gritou de dentro do carro, enquanto engatava a primeira.
***
_George? George? Deixa de frescura, cara... LEVANTA LOGO!_ Uma voz familiar prontamente reconhecida pelo nosso herói.
_ Rambo...? tá tão frio aqui fora... ARGH!
_ Deus... o que fizeram contigo cara? _
Rambo jogou a BAZUCA no chão e passou a carregar o amigo.
(3 dias para o presente)
* os POWER- LOSERS, trupe de anões vigilantes.
Quinta-feira, Julho 29, 2004
:- | Seu nariz sangrava tanto que ele mal podia identificar algo pela visão.
Seu sobretudo fedia.
Ajoelhado aos pés do seu maior inimigo.
No lixão da cidade.

Toda epopéia de heróis míticos chega a um momento como esses: O momento da VERDADE. Os protagonistas se juntam para, digamos, CONVERSAR.
SAGA PODER DO MITO
_ Sua mãe foi um problema para meu pai..._ Começou Augustus.
_ Como é?_ George retrucou.
_ Marinha Mercante Italiana. Mil novecentos e setenta e sete. Uma tal Maria Arbusto fazia ponto no porto de Smallpequenotown. Rogerius Oriente, dono do conglomerado Oriente, procurava COBAIAS para um experimento envolvendo armas humanas. Está acompanhando, George?_
George nada disse.
_ Sua mãe tinha uma carga genética boa, George. Ela era CAPAZ. Daí veio você... E EU.
_ c-como?!
_ Sim, George. Somos irmãos de pai E mãe. Gêmeos de placentas separadas.
_ Mas...por que...?
_...Você não foi "escolhido"? Por que meu pai achou uma FALHA no seu código genético, George. Já eu...
_ Então, por que não me mataram, a mim e a minha mãe? _ George encheu a boca ao dizer "minha".
_ O papai queria ver até onde você iria, se você não de era nada mesmo.
_ mas...?
_ A sua velha quis dar com a língua nos dentes e...bem, tiveram que "tratá-la".
_ Ela-ela não era louca! Eles quase a mataram naquele hospício!! *cooooff!*_ E um bolo de sangue caiu no chão.
_ Nossa. Cê tá mal ein? Parece câncer!_
EPISÓDIO 40 (parte 1) - O HOMEM POR TRÁS DO ESPELHO
George continuava sentado. Um quebra-cabeça era montado em sua mente e algumas peças começavam a se encaixar sozinhas...
_ Vocês sabem tudo sobre mim... minha vida, meus problemas... como?
_ Você TINHA que ser monitorado, George. E bem de perto. Ou você achava MESMO que aquele furgão que ficava estacionado há alguns metros da sua casa era o carro do sorvete? E o "seu" Paolo, que aguava suas flores todos os dias às cinco e meia e o via saindo... você lembra do Carlos, o eletricista? Do Jack, o açougueiro? Do ESPELHO do seu banheiro? Do retrovisor do seu carro? Da mesa da sala? Do seu cachorro?
_ do meu cachorro?
_ não. Do seu cachorro, não. Mas dessa você vai lembrar: lembra de uma tal MARIA ARBUSTO?
_ ein?!CALE-A-BOCA, SEU MERDA!! Minha mãe nunca--
_ --sua mãe nos ajudava sim, George. Afinal, ela o queria vivo.
_ ...
_ George..._ Augustus esboçou um sorriso_ ...ela era apenas uma entre as MILHARES de pessoas que monitoravam sua vida. Tudo o que você conseguiu foi por intermédio nosso--Você era o nosso reality show favorito!!
_ ... _ George fixou o olhar no vazio. Ele não realizava que sua vida como conhecia era uma farsa.
Alguns segundos depois, ele se recompôs e mudou o tom da sua voz:
_ Você sabia... que Harry me ofereceu "emprego"?_ George já estava de pé e espanava o sobretudo enquanto falava.
_ hunf. Sabia que ele ia fazer isso. Por isso mandei ele eliminar você e seu amiguinho Sófocles.
_ O Rambo!? Ele conseguiu?
_ nem. Tomou um sarrafo do cara._
George baixou a cabeça e sorriu. Ele imaginava as loucuras que Rambo devia ter feito - Era um cara que sabia se virar sozinho. E elaborou uma teoria:
_ Ao meu ver, com essas "armas vivas" à sua disposição, a "equipe" de Harry não seria mais necessária. Mandando o cara nos pegar você sairia ganhando de qualquer forma: com a nossa morte ou com a morte DELE.
_ É. Em resumo, é isso aí._
George sentia aos poucos suas forças voltando. Mas ele queria mais respostas:
_ eu ainda tenho uma dúvida.
_ E qual é, "mano"?
_ simples: Por que eu estou vivo até hoje.
_ Bem, esperávamos que você se juntasse a nós. Para manter o poderio mundial, teríamos que ter como combater os ¿rebeldes¿.
_ Então como eu nunca recebi uma oferta de "emprego" de vocês?
_ O procuramos dias antes da "Grande Epidemia", mas você havia sumido._
George lembrou do dia que caiu de um avião num lago e que ficou perdido por dias.
_ Daí levaram a minha mãe? Por que?
_ tínhamos assuntos a tratar.
_ por exemplo...?
_ Sua "mudança" para nós. Ela obviamente não aceitou nossa oferta. Nós íamos matá-la, mas aí você "bagunçou" a pintura do nosso prédio..._ George sorriu. Augustus continuou.
_ Você me irritou muito naquele dia, George. Preferi acabar com você._
George, que até Augustus terminar de falar, sorria, fechou o semblante e falou categoricamente:
_ "Acabar com você". O que SOU eu, Augustus? O que é VOCÊ? E se isso tudo não passar de uma grande e tenebrosa MENTIRA? E se- e se isso não EXISTIR?
_ quer dizer que não vai aceitar minha oferta de emprego?
_ hum...não!
Um dos "meninos" de quatro metros de altura pegou no ombro de George, que se virou e socou-o lançando-o dentro de um dos montes de lixo. George levantou-se. Os quatro juniores atacaram simultaneamente enquanto Augustus era protegido pelo que branco vestia.
( SÁBADO, o 2o round!)
Terça-feira, Julho 27, 2004
Numa economia global em frangalhos.
Numa guerra civil iniciada por um homem.
Homem que teve sua vida roubada.
Homem que teve seus entes queridos assassinados.
Homem que, sozinho, luta contra a ordem social vigente.
Homem que está morrendo.
Homem que saberá toda a VERDADE sobre si.

A VERDADE EM 2 EPISÓDIOS EM SEQUÊNCIA:
Parte 1 (QUINTA*, 29)- "O HOMEM POR TRÁS DO ESPELHO". Conheça a VERDADE sobre o passado de George.
Parte 2 (SÁBADO, 30)- " O DIA QUE O UNIVERSO PAROU". Dessa vez é pra valer: SUPER-ATEU x ZARATRUSTA 2.0!
*excepcionalmente nesta quinta-feira.
:- ( Consertos feitos no conto "HERE WE ARE NOW, ENTERTAIN US!". E aproveitando a oportunidade, quero informar que trata-se de uma alegoria à vida artistica de Kurt Cobain; Um homem que apenas queria fazer sua arte, mas se viu rodeado de parasitas sugando-lhe o sangue e a alma.
Domingo, Julho 25, 2004
:- ) Olá leitor, você já comeu nerds?
:- | comequié, ALEHGRES?
:- ) calma chefe, estou falando de "NERDS", a comida dos nerds.
:- | aquela coisa horrív--
:- ) --É SABOROSO, DELICIOSO!
à direita, NERDS. À esquerda POPEYE, um troço branco que tem gosto de... tem gosto de NADA.
:- ) "Nerds" é da WILLY WONKA!! Sim, da fantástica fábrica de chocolates! Já imagino aquele monte de anão de cabelo verde cantando LUMPA-WUMPA-LUMPA-DI-DU!
Willy Wonka oferencendo um dos seus maravilhosos produtos
>:- ( mas o que tá acontecendo aqui?
:- ) Vamos, cabi! EXPERIMENTE!
>:- ( PUTA TROÇO RUIM!!
:- | comida de nerd.
>:- ( então come issaê!
:- | Deus me livre.
...
:- | Agradecemos (?) ao nosso compadre Wesley pela oportunidade de conhecer a um típico "junk food" americano e a nossa assessora Uiara pela foto e por acreditar que um dia ficará rica trabalhando para nós. Um abraço a todos.
...
:- ) uhh, que troço ruim!
Sábado, Julho 24, 2004
:- ( ah, o rolo compressor da mídia...

HERE WE ARE NOW, ENTERTAIN US!
E vai entrar o próximo calouro... Cobain, KURT COBAIN! Pode vir ao palco!
_ Olá Cobain, o que você vai nos mostrar hoje, algo bem pop-imediatista-acrítico-grudento ?
_ Não...Eu quero declamar uma poesia.
_ Uma poesia?! Produção, ele não ia equilibrar uns palitos de picolé no nariz? Hã?
_ HRAPE MEEEE, HRAPE ME MY FRIEND, HRAPE MEEEEE, HAPE ME AGAIN...
_ O que? Pára! Pára com isso! Corta!! Hã? Estamos ao vivo?
_ Eu quero dizer que o seu programa é uma merda, só tem mulheres peitudas que rebolam em hora marcada, macacos-de-auditório que são expulsos se não baterem palmas, um conteúdo inútil para gente entediada, ignorante e consumidores de manufaturados.
_ O--o que?? Como ousa?? Vamos pro intervalo!
_ diretor, como é que vocês deixam esse DOIDO entrar? PORRA!!
_ Cara, você tá por fora!! O doidão fez o maior sucesso! Tá todo mundo ligando pra cá!!
_ hã?
_ Fale com nosso contador, você está FORA!
_ mas--
_ Ô, ALGUÉM ME CHAMA O DOIDO AÊ!
_ aê meu irmão, tu fez o maior sucesso! Que tal um programa só seu, hein? Você podia falar mal do que quisesse, até da barba do papai-Noel!
_ hã? Não é isso que--
_ --É grana? Tá, vamos encher teu rabo de grana, cara!
_ eu só queria declamar uma poesia...
_ Faça o que quiser cara, mas esteja aqui amanhã às oito!
_ ...
_ O cara já chegou?
_ Não está sabendo, diretor?
_ do que?
_ O "doidão" se matou ontem à noite, um tiro na boca.
by Tristonhus e Alter-Egos ( www.alteregos.blogger.com.br).
update: :- ( Obrigado Barbara pelo toque em "...Rape me..."
Quinta-feira, Julho 22, 2004
Nova casa
:- | Vamos nos mudar. A casa nova fica uma rua depois da que nós morávamos, no bairro Cohabinal. É uma casa que parece pequena por fora, mas é enorme por dentro, com quatro quartos, duas salas, uma cozinha e dois banheiros. De uma das salas farei o meu "parquinho", local onde alojo computador, livros, quadrinhos e videogame. Outra coisa: FINALMENTE eu terei um quarto só pra mim, visto que os quartos darão na medida para todos*. A aparência da casa é o que mais atraiu o Cabreirus, pois ela é o que se poderia se chamar de...
:- ) *fofys*!
:- | Exato; com suas janelas todas em cor LILÁS e sua arquitetura que lembra uma casa de bonecas.
:- ) Ah, a ex-dona era uma dentista muito fresca.
:- | pois é.
...
:- | talvez eu arranje um jeito de tirar fotos. Talvez.
*:- | Hoje eu durmo com meu irmão. Digo, eu numa cama, ele noutra. er...
Quarta-feira, Julho 21, 2004
:- | Minha nossa senhora!

Existe na cidade um homem chamado ZARATRUSTA 2.0.
Saga "PODER DO MITO"
"Estamos na lavanderia Oriente, onde o homem conhecido como 'Super-Ateu' chacinou importantes empresários da cidade..."
"...Dessa vez ele destruiu o prédio da Oriente Transportadora..."
" ...conhecido como 'o Padre' foi preso essa tarde, o policial Jones* quem efetuou a prisão."
"...Manifestações contra e pró Super- Ateu se enfrentam nas ruas de Small..."
"...baderna em Massacration**..."
"'...Esse homem VAI ser detido!!', Assim falou o prefeito de Smallpequenotown, Thomas Oriente..."
Matriz da Oriente Corporation-
Sala da presidência
_ Você TEM que fazer alguma coisa!!_, gritou o prefeito da cidade.
_ Thomas, controle-se..._ Augustus retrucou.
_ As pessoas querem respostas, Augustus! Não dá mais! Ou a gente acaba com aquele cara, ou ele acaba com a gente!
_ NADA na Terra pode acabar com ele, seu idiota! Você não percebeu ainda?_
O telefone tocou.
_ Moralez tem hora marcada.
_ mande-o esperar. Hmn. Thomas, não se preocupe. Já sabemos quais são os passos do nosso rebelde. Tenho uma surpresa para ele.
_ tá bem. Mas faça logo, a pressão está ficando demais pra mim..._ Após essas palavras, ele deu as costas e saiu, batendo a porta.
_ Banana... Mande-o entrar, Suellen!
***
Havia dois meses que sua mãe havia morrido. fazia quatro semanas que JAS havia morrido. Nesse tempo George veio exterminando toda a organização secreta que era a "máfia Oriente", como ele dizia. Os ataques eram em bares, prédios abandonados e grandes empresas de fachada. George também combatia a "cobrança", além de ter pego o estranho hábito de discursar.
há quatro noites ele descobriu que haveria um grande encontro de outros líderes da região no lixão da cidade.
O lixão ficava no sul, isolado dos bairros e do centro. Haviam vários carros estacionados na frente daquela grande cerca que rodeava o enorme lixão, confirmando a informação dada pela fonte. Lá dentro havia montes enormes de entulhos e lixo, de modo que não dava para ver o centro, na visão de quem estava de fora, como no caso do Super-Ateu.
George não mais se importava com estratégias de ataque. Não, ele realmente NÃO precisava delas. Nosso herói adentrou o lixão deixando um rastro de destruição e capangas mortos. Ele sempre esperava encontrar resistência, mas dessa vez estava fácil demais.
George caminhou por entre as montanhas de lixo. O cheiro era terrível. A escuridão era total ali dentro, e ele começava e perceber que estava indo pra uma armadilha.
Centro do lixão. Ele esperava encontrar homens engravatados discutindo como ganhar mais dinheiro sacaneando as pessoas. Mas não havia ninguém.
Luzes se acenderam. Holofotes em quatro cantos, iluminando o centro daquele lixão. George pôde ver quão grande era aquele pátio central. E havia um homem à sua frente.
EPISÓDIO 39- AXIOMA DAS PARALELAS
George: Anti -O
Zaratrusta 2.0: Anti-George
Augustus Oriente: Paga o salário
O homem usava uma máscara do tipo "Jason" e trajava um sobretudo branco. Estava desarmado, pelo George pôde perceber. Passou-se alguns segundos antes do primeiro ataque. Sem tocá-lo, o homem de branco jogou George pelo corredor por onde ele havia entrado a uma velocidade e força telecinética tal, que o lixo mais leve que estava nas laterais "acompanhou" George . Deitado no chão, George abriu os olhos e sentiu uma mão em seu pescoço o levantando. Era o mascarado, que o suspendeu até o alto e o arremessou na carcaça de um Maverick, DO OUTRO LADO do pátio vazio, como se um goleiro de futebol arremessasse uma bola com a mão até o GOL ADVERSÁRIO.
O Super-Ateu, em cima do teto do carro, sentiu as dores no pescoço e costas. Ele procurou mais uma vez o homem que estava lhe dando a primeira surra em muito tempo. Nada no seu campo de visão.
Um chute. Nas têmporas.
George quicou várias vezes até parar, a uns dez metros de onde estava o Maverick. O homem caminhou em sua direção para certificar-se que naquele corpo inerte não havia mais vida. George levanta com um chute que sutil e prontamente foi bloqueado por Jason.
Chute. Soco. Multiplique isso por dez. Isso a uma velocidade que OFENDE os limites de ação e reação de seres humanos normais. Mas eles não são seres humanos normais. São ARMAS-VIVAS.
Frente a frente. Dois deuses cansados. Eles abriram os braços. O mundo em redor pareceu DISTORCER-SE.
Sangue pelo nariz. Jason recua.
O combate telecinético da história.
Meus...filhos.
O estrondo pôde ser ouvido há quilômetros. Assim como vidros e espelhos despedaçados do outro lado da cidade.
Do alto podia-se ver a clareira formada pelo embate de forças, que espalharam o lixo por mais de um quarteirão daquele bairro. Mas não se ouvia sirenes.
_ hum...você...é bom..._ George balbuciou com certa dificuldade. Dos dois ele era o mais ferido.
_ Você não achava MESMO que ia conseguir, não é George?
_ q-quem?_ George falou enquanto se arrastava a fim de ficar mais distante do seu oponente.
_ "Quem", George? Seu IRMÃOZINHO Augustus!!_
George parou e levantou-se com certa dificuldade.
_ Ora, SENTE-SE!!_
George sentiu um impacto tremendo no seu nariz. Logo depois ele se viu deitado sobre uma pilha de lixo. Os olhos lacrimejavam muito e seu nariz parecia uma massa mole; Muito sangue escorria por ali. Ele mal pôde identificar cinco vultos a dez metros de onde caíra. Haviam três deles bem mais altos que os outros dois, que deviam ser o Augustus e o novo "amigo". Augustus gesticulou para um dos grandões e ele veio até George, que o arrastou pelo sobretudo.
Ele agora estava aos pés de Augustus, que falou:
_ Ora, George...Pare com essa "guerrinha". Tanto poder aí, desperdiçado em...
_ vingança..._ George completou, ajoelhado e olhando para o chão.
_ Quer algumas respostas, George?
George levantou o olhar e fitou Augustus.
(A verdade no próximo episódio...)
* Será mostrada em uma série isolada.
**ep. anterior
Segunda-feira, Julho 19, 2004
a vida das formigas
Arquétipos
E mercados
modelos
E apelos
protótipos
E Soldados
Criaturas simples
Pedindo
um pouco de dor
Números complexos
solfejando
um quilo de amor
Violentadas
Sofridas
Risos largos
Piadas.
As formigas carregam suas folhas deixando um rastro de ácido fosfórico prevendo o inverno vindouro; construindo uma plantação de fungos, a qual as alimentará durante toda a est
pessoas.
Domingo, Julho 18, 2004
e em: ADESTRADOR DE ANIMAIS
"...então, esses animais aprenderiam a escrever, a ler e bla bla bla bla bla bla..."
>:- ( O que é isso que cê tá escrevendo, ô energúmeno?
:- ) é uma idéia que eu tive.
>:- ( ih. Acho que eu tenho uma lobotomia pra fazer lá na Nova Zeland--
:- ) --é sobre ADESTRAMENTO DE ANIMAIS.
>:- ( Quê??
:- ) "Adestramento de animais, um método revolucionário! Por Mestre Alehgres."
>:- ( iihhh... e no que concerne esse "método revolucionário"?
:- ) MÚSICA BAIANA!
>:- ( HAHAHAHAHAH!! Musica baian- sério?
:- ) Claro! Pegaremos macacos, focas, velociraptors e baratas como cobaias iniciais e--
>:- ( --Os velociraptors foram extint--
:- ) --cala-boca. Então os faremos ouvir MÚSICA BAIANA!
>:- ( mas, por que logo a música baiana?
:- ) elementar, meu caro Cabreirus, por que as músicas da Bahia são as mais indicadas para se ensinar animais!
>:- ( como?
:- ) "Um passo pra frente!", "mexe a bundinha!", "vai, ordinária!", "bate palma, levanta a mão, tira a roupa, chupa aqu--", ops.
>:- ( hum...sabe que isso podia dar certo?
:- ) sério? Você--você acha...MESMO?!
>:- ( claro que não. Só queria mudar um pouco o roteiro.
:- ) ah, tá.
...
:- ) E assim termina mais um KENAN E KEL! Heheheh!
Sábado, Julho 17, 2004
Sobre o ensino da Literatura
:- ( Acabo de reler um texto interessantíssimo de Flávio Loureiro Chaves*, que fala da rarefação da leitura dita como obrigatória para os alunos de pós-graduação do curso de Letras. O professor da disciplina "A ficção de Machado de Assis" notou que os alunos iam falar sobre Joaquim Maria Machado de Assis, sem NUNCA ter lido quaisquer de seus textos.
A causa disso, segundo ele, vem de uma escola de base que sequer apresenta o leque da literatura universal ao alunado em formação, para, como fim, amadurecer o PRAZER pela leitura. Ao invés disso, a escola empurra-lhes o ENGODO do ensino de literatura como a simples e acrítica tarefa de decorar rótulos literários, nomes e datas. Na universidade eu, aluno, sou obrigado a ler "tijolos chatíssimos", analisar não-se-sabe-como os livros de literatura brasileira ou estrangeira, dependendo do curso. Daí, chegamos, via de regra, a nos alienarmos em nossos cânones e esquecemos os outros, ou vice-versa. Chega-se ao cúmulo de conhecer o texto de "Grande Sertão: Veredas" de João Guimarães Rosa e nunca ter-se ouvido falar em "Macbeth" de Shakespeare. Ou de conhecer todos os Dostoievski e nem se fazer idéia de quem seja Capitu**. E onde está o problema?, Você pergunta. O pós-graduando não conseguirá fazer RELAÇÕES entre os textos de Clarice Linspector e Virginia Woolf ou Nelson Rodrigues e Sófocles, dentre outros. E para um "aspirante a culto", isso é um problema.
De acordo com Chaves, deveria se implantar no Brasil uma "política da Leitura", que seria uma forma de incentivar a leitura dos clássicos desde a tenra infância até a fase adulta, para, com isso, criar nas pessoas o tão esquecido "prazer de ler". Ora, na Itália se lê "a Divina Comédia" de Dante desde o primário, o mesmo na Rússia com Tolstoi e Dostoievski. E por que os brasileiros odeiam Machado de Assis?
Essa tal política da leitura também seria válido em se falando dos professores de literatura, que saem da faculdade de Letras sem ao menos GOSTAR de ler e inevitavelmente reproduzindo o NÃO-GOSTO pelos clássicos. E é esquizofrênico você ter uma disciplina chamada "literatura" onde o que menos se faz é LER o leque literário seja nacional ou estrangeiro. Ao meu ver, essa tal política é tão válida quanto a do Che Guevara, que queria unir as Américas. É algo que vai contra as classes dominantes, na medida que pessoas letradas podem incomodar, ou até mesmo REVOLUCIONAR uma nação. E assim o ensino da literatura fica relegado a terceiro plano, com uma carga horária ridícula nas escolas.
:- ( Bom, esse é um assunto longo e espinhoso e ainda vou falar sobre ele por aqui. Termino por ora, pois o post está ficando muito grande e bem, você sabe: ler é um saco.
*CHAVES, Flávio Loureiro. Do Cotidiano e pesquisa na área de Literatura. In: Aragão, Maria do Socorro Silva
(Org.). Encontro Nacional da ANPOLL, 1995. pg 57-64.
**personagem do Livro "Dom Casmurro", de Machado de Assis.
Sexta-feira, Julho 16, 2004
Quarta-feira, Julho 14, 2004
:- | Deixa eu organizar isso aqui: Pelo que pude perceber, e você também, essa saga é retroativa, ou seja, o que vemos até aqui já ACONTECEU há dois meses atrás e vem regredindo até o AGORA. Entre o EP 32 e o 36 passou-se um mês e uma semana. O episódio 37 é bem RECENTE, aconteceu há poucos dias e está ligado com o EP 39. Já o episódio 38, que você vai ver agora aconteceu há duas semanas, como o narrador vai entregar.

Acho que essa coisa de deus subiu à cabeça de George...
SAGA "PODER DO MITO"
Agora.
_ quem é?
_ Oriente empreendimentos. Cobrança.
_ ah, Deus...
Na populosa Nova York, no bairro conhecido como Harlem, uma porta de cedro fechou-se para ser violentamente arrancada da parede com um chute. Homens armados de fuzis entram metralhando tudo que encontram pela frente, fazendo com que sofás, aparelhos de som e tv, armários e as paredes se deformem e percam utilidade. Só restaram cadáveres.
Os homens adentram aquela pobre casa numa zona pobre de Berlim e num dos quartos um bebê chora. "aqui!" o soldado grita em alemão pedindo a atenção dos colegas. E num buraco por baixo da cama, uma mãe tenta tapar a boca de seu filho. Uma família que por três meses não tiveram como pagar o aluguel morre metralhada.
"Cobrança". O mundo inteiro passou a temer esse nome. Com o declínio da economia global e a inflação incontrolável, a Oriente passou a demitir em massa seus funcionários. O efeito dominó chegou ao estágio de caos urbano que se encontra em cada lugar do mundo. Para manter a ordem, a ditadura da Oriente é bem clara: Não pagou, morre. Isso evita mendigos e ladrões. O extermínio de devedores é de cunho global, mas as estatísticas sequer são mostradas na Oriente TV por motivos óbvios. A sociedade é alienada, é muda e não tem condições de se rebelar.
EPISÓDIO 38- ANARQUIA
Há duas semanas.
Bairro Massacration, Smallpequenotown. Um lugar infestado de ratos, de pobres e de gente que ainda tentava se manter acima do nível de pobreza. Com o fechamento da filial da Oriente massas, o padeiro Hans Shroedder só esperava a tal "cobrança". Luz e égua cortada, sem ter para onde ir e o que comer, ele espera a morte. Da casa da frente ouve-se tiros. Uma Mulher corre. Gritos de "pare!". A mulher cai inerte com uma bala na cabeça. Os soldados riem e elogiam a pontaria do colega. Hans junta seus filhos e tenta sair pelos fundos. Do lado de fora ele vê os helicópteros sobrevoando o bairro e as luzes dos carros do exército.
_Voltem! Voltem! Porrr aqui non serrr segurrro..._ Hans falava enquanto empurrava seus filhos para dentro.
Eles se trancam. Mais gritaria. Um bate-boca, mais tiros. Dessa vez foram os Hobbins. Hans lembra das atrocidades que seu pai contava do tempo que o partido nazista liderava a Alemanha. Os tiros não param. Suas filhas choram. A campainha toca uma, duas vezes. Hans se agarra a seus filhos com um cabo de vassoura na mão. "Cobrança!" se ouve lá fora. De repente, a porta desaba. Quatro soldados adentram a sala-de-estar.
_ Senhor Hans Shroedder?
_ ...
_ Oriente empreendimentos. Homens...Atirem.
_...
_...
Não há som. Hans, de cabeça baixa, tremendo, espera os tiros.
_ ack! Senhor!?_ Tenta falar o cabo Smith.
Os homens não conseguem atirar. Um tanque passa VOANDO por trás deles, mas eles não o vêem.
_ cobrança._ Diz alguém lá atrás. Hans vê apenas um vulto, visto que estava tudo escuro e só as lanternas dos soldados iluminavam o lugar.
_q-qu-_ Tenta balbuciar o sargento.
_ cobrança._
As armas são arrancadas das mãos dos soldados e ficam levitando na frente deles.
_ack?_
Cano de fuzil pra cima. Queixo. Muita luz. Escuro de novo. Hans abre os olhos. Sua sala precisa de uma limpeza.
No meio da rua, alguém trajando preto, caminha. Carros virados, soldados despedaçadas na rua. Silêncio.
Ele dobra a esquina.
_ EI, VOCÊ! PARADO AÍ!
George levanta o olhar. Soldados em linha apontam-lhe armas.
_ cobrança._, diz George, O Super-Ateu.
_ Você virá conosco, terrorista!_ disse o tenente.
George dá uma panorâmica no lugar: trinta, talvez quarenta soldados. Um tanque. Helicópteros. George RI.
_ O King Kong está no WTC*, ou no que restam delas.
_ ponha as mãos na cabeça e deite-se no chão!
Não há expressão no rosto de George.
_ Vocês são patéticos.
_ Último aviso. Mãos na c-ack!
_ oi? Falou alguma coisa, macaquinho de auditório?
_ E-ele é o-?_ Um dos soldados treme enquanto pergunta ao colega do lado.
_ -O Batman?_ interrompe George.
O sargento que deu a ordem de prisão cai sem vida, enquanto os soldados se entreolham, confusos.
_O que estão esperando, homens? ATIR-AAAAAARRGGHHH!!!!
Uma gritaria ensurdecedora se sucede naquela rua. Os soldados estão no chão, com os joelhos dobrados para trás, e George nem se mexeu!
_ Tsc. Vocês não são a Oriente. Não sejam vítimas e algozes. Não-- *uff!*
O tanque dispara por trás dos soldados caídos. George levanta um escudo invisível, mas ainda é lançado com violência para dentro de uma casa. Alguns moradores, que haviam assistido a um homem enfrentar todos aqueles soldados saem de suas casas. Seus olhares não são de medo, não são de estóicos, mas olhares de raiva, ódio, bravura. E atiram pedras, ovos, panelas aos gritos de "FORA!". Sim, algo mudou. George mostrou que eles podiam fazer diferença. Os soldados, aleijados, tentavam se defender dos chutes e pauladas dados pelos moradores. Um massacre. Alguém entra no tanque e metralha seus ocupantes com um fuzil roubado. Os helicópteros começam a metralhar os debaixo e a correria começa. De dentro do entulho, George assiste aquela loucura. Um sentimento de culpa lhe percorre o âmago. Sua cabeça dói. Um homem lhe ajuda a levantar. Reforços chegam. "Juniores". Vários. Os ciclopes de quatro metros vão aniquilando a multidão ensandecida.
Hans Shroedder, lembra? Dá uma marretada nas costelas de um dos juniores, que o faz cambalear. O monstro, por sua vez, o pega pela gola. Hans fecha os olhos.
E mais uma vez, silêncio.
Hans abre os olhos e vê que o monstro está sem cabeça. O mesmo careca que o salvou antes, está a poucos metros batendo num deles. Ele dá um soco que lhe abre um buraco em seu ventre. Outro tenta socá-lo, mas George segura seu punho e o esmaga. Com outro movimento ele abre a criatura em dois pedaços. Um outro é arremessado contra um helicóptero da Oriente e é triturado pelas hélices. O helicóptero cai. Não há sobreviventes.
Sobraram apenas alguns valentes civis vivos. E George. Hans olha para o Super-Ateu e vê um homem cansado, machucado. Ele ouve mais som de sirenes.
_ Amigo._ , ele diz. _ Vá. Eles non vão parrarrr nunca.
Com um movimento de cabeça, George obedece e sai pelo caminho contrário ao do som. As pessoas o observam com admiração.
_ HOMENS!_, incita Hans._ À MIM!!
E a turba sai correndo em direção às sirenes.
(continua...)
* WTC- World Trade Center
:- ) Olá nerds consumidores de RPGs! Confira o SALDÃO, eu disse SALDÃO de RPGs que o nosso amigo-arquiteto-megaempresário TROSCOMAN está oferecendo! RPGs de alta qualidade, eu disse QUALIDADE! O que está o senhor está esperando?
>:- ( não sei, o ônibus tá demorando, é capaz de eu ir de taxi.
:- ) Você não, burro, O LEITOR! eu disse O LEITOR!!
>:- ( idiota.

...
:- ) de onde que você saiu?
>:- ( sei lá, ouvi a gritaria e fui ver o que era.
Segunda-feira, Julho 12, 2004
da aclamada série

Você está tendo uma conversa agradável com uma pessoa, rindo e se divertindo, até que surge a palavra, a bendita palavra que vai mudar todo o rumo da conversa e proporcionará torturantes momentos de constrangimento: DEUS. Dá até pra cronometrar o tempo que levará a inevitável pergunta:
"_ Você acredita em Deus?"
:- | hum...er...não.
_ hã? Como assim, "não"?
:- | hum...não acredito.
_ ahmeudeuseledissemesmo!
:- | (saco...)
_ Mas então você é...ATEU?!
:- | hum...eu sou agnóstico, ou seja, não posso dizer que é possível provar a existência ou a inexistência de Deus.
_ ??
:- | ...
_ como não se pode provar? Ontem mesmo eu tava na igreja e--
:- | --Você tá bonita hoje, tá fazendo dieta?
_ é? Heheh. Brigada. Ainda bem que você notou, sabe? Nem o meu namorado percebeu...
:- | poxa, por que será? Fale mais um pouco sobre ele.
_ Olha, ele é bla bla bla bla bla...
"_ Você acredita em Deus?"
:- ) ein?
_ Deus, sabe? Você acredita?
:- ) Deus? O que é Deus?
_ é um ser que ninguém vê pelos olhos da carne, mas o vemos pelos olhos da fé.
:- ) carne? Tipo picanha?
_ Não idiot-irmão!!, carne no sentido de físico, os olhos da carne!
:- ) A sua mãe andou com meu pai?
_ QUÊ?!
:- ) Eu não vejo Deus. Ele taí?
_ não. Ele é...invisível.
:- ) é um fantasma?
_ NÃO IMBECIL! É UMA ENTIDADE ABSTRATA!!
:- ) hum...eu não tenho maturidade psicológica suficiente para entender abstrações...
_ hã?
"_ Você acredita em Deus?"
:- ( nesse quesito eu prefiro ficar com a teoria do empirista inglês David Hume, que relaciona as nossas idéias como simples e complexas. Sendo a idéia que temos de Deus a idéia de pai ancião bom e paradoxalmente vingativo, temos que Deus seria uma idéia vivenciada por nossa relação paterna adicionada a isso poderes de manipulação de nossa vida tal como um artista de fantoches faz com seus bonecos, apesar de contraditoriamente na bíblia se falar tanto do blábláblá do livre-arbítrio.
_ hã?
:- ( A não ser que você seja da superada corrente cartesiana que apóia a idéia inata do Ser perfeito. Mas a idéia do Deus-tudo do Spinoza me atrai bastante, assim como a estranha teoria de Berkeley.
_ AAAAHHHHH!!! VADE RETRO, ANTI-CRISTO!!!
"_ Você acredita em Deus?"
>:- ( (putamerda) não. (3-2-1...)
_ ahmeudeuselenãoacredita!
>:- ( (esse cara é viado)
Hum...e daí? O mundo vai implodir agora?
_ daí que você vai pro...brrrrr...infeeeerno...
>:- ( É? Olha, se tem uma coisa a que Deus deve agradecer por toda sua tediosa eternidade é a existência(?) do seu Trevoso.
_ coméquié? Deus não se rebaixaria a--
>:- ( --sem o "infeeeerno", Qual seria o outro argumento pro povo ir pras igrejas?
_ Ora! Er...
>:- ( sabia que em nome do seu Deus, 250 milhões de pessoas foram mortas no século XVI nas Américas, fora nas cruzadas e nas caça-às-bruxas da baixa idade média européia?
_ mas, mas--
>:- ( Tudo por que? Pra-livrar-as-pessoas-do-inferno. Estranho, se eles mandaram todos para LÁ!!
_ ...
>:- ( "Em nome de Deus eu posso!", sinceramente!
_ er...não entendi.
>:- ( em que parte do IGNORANTE você não entendeu?
_ hum...seu--a partir de agora vou excluí-lo do meu grupo social, que é vasto e tem muita gente! Você vai ficar só e sofrer, até que venha rastejando para nós e nos diga que estamos certos.
>:- ( em nome de Deus você faz isso?
_hunf...claro!
Do que precisa uma revolução?
1- intelectuais
2- armas
3- o POVO.
"ANARQUIA", o episódio em que o Super-Ateu declara a GUERRA.
em
quarta, 14.
Domingo, Julho 11, 2004

:- ) joguim legal esse da seleção, ein Cabi?
>:- ( 4 a 1. Mas esse time da Costa Rica era bem paia, né?
:- ) ei, estamos no ar!
>:- ( heheh. E aí moçada? Belê?
:- ) Ei, a gente tá vivo, povos! É que o Serennus andou meio estranho essa semana e o Tris se aproveitou.
>:- ( ele sempre faz isso...
:- ) Ei, sabia que estamos de férias?
>:- ( eu, sim.
:- ) O leitor, burro.
>:- ( ora seu--
:- ) --poisé! Estamos com duas escolas que lecionamos em recesso, só estamos trabalhando com o cursinho e nas aulas particulares.
>:- ( explica melhor, mané: O Serennus leciona no ensino regular numa escola, no supletivo em outra e tem duas turmas de pré-vestibular em outra, além de três alunos de aulas particulares.
:- ) É. Isso significa cinema na terça e na quarta com a Bá.
>:- ( heh.
:- | que que tem a Bá?
>:- ( nada, metido.
:- | Ontem nós fomos no "Solar Bela Vista", um casarão antigo muito bonito lá de Natal. Lá assistimos a uma palestra cujo tema era... PIPOCA.
:- ) PIPOCA!
:- ( Tratava-se da abertura de uma festival de arte que só vai acontecer em 2005.
>:- ( teve um show de rock por lá mas...
:- ( ...eu só conseguia...
:- ) ...ver...
:- | ...a Bárbara...
:- | >:- ( :- ) :- ( ...
.
.
.
>:- ( deixa eu fechar esse post; vamo manter a moral nessa porra!
Sábado, Julho 10, 2004
:- | O aniversário do Tiago era na segunda, mas mesmo assim comemoramos. Na verdade era só um pretexto pra quatro amigos saírem da rotina numa sexta-feira pra se divertirem.
A palestra do literário e ensaísta Benedito Nunes sobre "o mito na literatura" terminou às 11:10 e daí decidimos saber do que se trata o tal do "bandejão" do refeitório da UNI. Havia muitas lendas sobre a comida dali, como o do cara que achava cabelos no seu prato e um funcionário dizia "é do saco de Feijão!". Descobriu-se depois que Feijão era um negão de um metro e oitenta. Isso só pra citar uma das lendas.
Se tivéssemos uma câmera, com certeza teríamos feito um documentário sobre a nossa aventura naquele refeitório. Na fila pegamos uma bandeja de aço e passamos pela parte onde lavam as coisas com uma vassoura de piaçava, com os caras falando como se tivesse REALMENTE gravando um documentário:
"estamos na primeira fase do experimento, que é a fila...o companheiro David vai na frente, pois, é o mais bem-pago e caso haja algo estamos prontos para contactar a família...o arroz é jogado na bandeja e temos um feijão amarronzado...peixe frito...PURÊ DE BATATA!!, digo, um purê...laranja e suco...A comida não parece ser letal, mas não é das melhores e hã? temos um problema com um gato que está quase pulando na mesa atrás do nosso peixe...até agora estamos todos vivos e falando muita mer- discutindo meios sustentáveis de proteger a Amazônia..."
Depois de enchermos a pança ficamos deitados na graminha de frente ao refeitório obviamente debatendo sobre temas que afligem a humanidade em tempos de século XXI, tais como arrumar uma mulher pro David e pro Wesley e como tirar o Flamengo e o Corinthians da zona do rebaixamento.
A nossa próxima aventura foi apreciar uns chopes num shopping perto, mas antes, claro, jogamos um futebol muito doido num fliperama: Tinha uma bola no chão que a gente chutava e tal, coisa mais tosca da porra. E depois de quase pagarmos uma ficha para dar um abraço num palhaço de cera, seguimos para os chopes.
Entre um gole e outro e muita especulação sobre como desencalhar nossos dois integrantes da banda- Wesley e David -saía uns poemas, pois, porra, somos pretensiosos escritores-poetas-alunos-de-letras-futuros-alcoolatras e devemos fazer juz à nossa condição. Essa foi do Wesley, a sobriedade era duvidosa, mas...
Ao Destino
Fezes, ferida, Claustrofobia,
casca de barata.
Tudo que não vivi não foi cerveja,
mulheres: Melancolia.
Aquilo que deveria ser mas,
Ficou.
By Wesley
:- | eu não sei o que acontece, mas eu sou desativado quando bebo. E os outros também! Só lembro que o Alehgres ficou tomando conta do hospedeiro e daí a coisa descambou pra esse...essa coisa aí embaixo.
Aristóteles também bebeu
O home bebe e fica bebo.
Eu sou home.
Eu bebo.
Então eu fico bebo! Heh!heh!
By Alehgres
É...hum...bom, depois fomos pra casa. Foi uma tarde legal, essa. Um abraço aos doidos que andam comigo: o David, o Wesley e o aniversariante Tiago.
Sexta-feira, Julho 09, 2004
:- ( Você já viu uma bala sair por entre seus olhos?

Dia D
Da janela do meu novo... quarto eu vejo tudo.
Eles estão lá; ajoelhados, magros, fedendo.
Dá pra ver suas costelas e a barba por fazer. O pânico.
O pânico.
Tem sido assim há três dias.
Parece que estão perdendo a guerra.
É o que dizem.
É a Normandia.
É o que dizem.
E um a um vão caindo.
Aquele homem ali foi meu professor.
Miolos do professor de matemática espirram no rosto do da esquerda.
Eu vejo números e equações ali?
O que está ao seu lado vomita.
Não sei se isso vai acabar... Só sei que pra mim e pra o Joshua ali, acabou.
Joshua!
Oh, Javé...
Seus lábios sussurram perdão a Deus.
Que seus filhos não passem por isso também.
(Mal sabem eles.)
A bala vem pela nuca e sai pelo meio dos olhos.
Dizem que a pessoa fica lúcida por dois segundos. Que tudo fica preto. E Não dói.
É o que dizem.
Eles são velhos, doentes. Não trabalham na fábrica de bigornas.
É...
...Um dia erguerão uma lápide com meu nome em Auschwitz.
Por que...
...amanhã serei eu.
É o que dizem.
Quinta-feira, Julho 08, 2004
Quarta-feira, Julho 07, 2004

Enquanto nosso amigo George brincava de justiceiro, uma coisa interessante acontecia naquela cidade. Hoje vamos ver que o controle de uma sociedade, ou de alguém, pode ser feito de formas bem- hã- rudimentares, como a força bruta.
SAGA "PODER DO MITO"
Às cinco da manhã o sol ainda não nasceu em Smallpequenotown. Apenas alguns ônibus circulam, levando as pessoas que voltam das baladas e trabalhadores de rostos inchados e olheiras, seguindo para seus empregos em alguma franquia da Oriente Corporation. O grande "O" da Oriente estava no ônibus, que cobrava menos àqueles que nela trabalhassem; Nos letreiros; nas fachadas das lojas ; na frente das fábricas. Era quase impossível escapar do seu logotipo. As pessoas não mais lembravam do tempo das marcas famosas como Versarce, Gucci, Ford. A Oriente entrara na vida das pessoas como uma coisa viva, imponente e intransponível. E uma das formas de onipresença da Oriente eram as câmeras. Elas estavam por toda parte, nos lugares mais insuspeitos, como em árvores, em muros, em paradas de ônibus, nos postes. Eram nano-máquinas desenvolvidas pela Oriente Chemistry objetivando o controle, a ordem e as estatísticas. Era a "S.C.S.- Society control and Stats", presente no mundo inteiro desde 1986. E esse "olho", esse ser onipresente tornou-se tão banal na vida das pessoas que tornaram-se parte da paisagem.
EPISÓDIO 37- ZARATRUSTA 2.0
Há um lugar nesta cidade que às cinco horas, às exatas cinco horas, uma máquina computadorizada injeta vitaminas A, B6, B12, C e E na veia de um homem. Às cinco e um, ela passa a injetar uma ração protéica composta de vários elementos químicos fortificantes.
Às cinco e dois uma imensa tampa de vidro se abre e esta figura humanóide de um metro e oitenta e seis põe-se do lado de fora. Em seguida dois homens trajados de branco e devidamente esterilizados vêm vesti-lo com um colante branco e uma casaca branca que vai até os tornozelos, além de um tênis Oriente Power com amortecedores.
Na FÁBRICA DE MEDICAMENTOS ORIENTE há uma instalação subterrânea secreta que funciona há 24 anos, que objetivava construir a mais potente arma viva produzida; Uma mulher foi escolhida a dedo para gerar essa criança, mas nasceram duas: Uma nomearam de Augustus e a outra vocês conhecerão em breve. Uma TERCEIRA foi gerada artificialmente numa cápsula e chamada de ZARATRUSTA 2.0.
Desde a sua concepção, o Zaratrusta 2.0 seria treinado para ser o homem perfeito, usando de diversas técnicas de CONDICIONAMENTO e tratamento de choque. Além disso, desde criança ele seria treinado nas mais diversas artes marciais e nele seriam usadas as melhores técnicas de aprimoramento muscular, além do conhecimento da história da humanidade e das relações sociais. Na sua cabeça não há pensamentos, há MANDAMENTOS:
1- Rogerius Oriente - seu pai- lhe vem à cabeça como aquele a ele quem deve obediência.
2- A missão DEVE ser cumprida.
3- Exterminar o Anti- "O".
Às cinco e dez, assim como há vinte-e-quatro anos acontece, o treinamento de Zaratrusta 2.0 dá início:
Uma enorme sala quadrada e vazia. A arma-viva mantém-se parada no centro. Um fio segue do teto e entra na sua nuca, trazendo-lhe imagens de ninjas que aparecem na sua mente, como se existissem. O meio ambiente também muda para um tablado branco e de paredes de arquitetura japonesa. O fio e a programação preenchem todos os seus sentidos, e os tornam reais.
Hoje o computador selecionou o treinamento "Alpha 358-027/9", um dos mais difíceis.
Os quarenta ninjas que o cercavam em círculo, pulam ao mesmo tempo, empunhando suas katanas. Ele salta com um mortal de costas e quando todos os ninjas caem, espetando o nada. Uma força invisível os faz chocarem-se, encontrando espada contra carne.
O salto termina perfeito. Ele "olha" seu serviço. Estão todos mortos. E nem deu pra suar. Um carro voando. Vários deles tomam lugar dos cadáveres e vêm em sua direção. Uma bolha avermelhada é formada como por instinto, fazendo estes carros chocarem-se nela, mas o impacto de um CAMINHÃO o joga com força na parede às suas costas. Ninjas que vêm do nada aproveitam-se da situação, mas ele, mesmo no chão, defende-se a uma velocidade espantosa, chuta um dos ninjas para longe, decepa a cabeça de um segundo, arranca a espada de outros três, e as faz FATIAR seus antigos donos. Um shuriken passa a milímetros de seu pescoço, depois da esquiva. Outros MILHARES de shurikens atacam sua bolha telecinética, que o faz ter um trabalho ABSURDO de concentração para afastá-las para os lados. Aquele monte de estrelas vão caindo e ganhando vida própria, torcendo-se e contorcendo até virarem bolinhas menores, enquanto a chuva de outras estrelas não pára.
Ele vê aquela multidão de homens de preto. Depois as milhares de bolinhas voaram para ATRAVESSAR cada um dos oponentes diversas vezes.
FIM DO EXERCÍCIO Alpha 358-027/9.
Dois homens observaram aquele treinamento de uma câmara de vidro espelhado no alto do salão de treinos.
_ Minha nossa!_ Exclamou Havoc.
_ Muito bom!_ concordou Augustus.
_ Você fez bem em retomar o treinamento, depois de tê-lo suspendido quando seu pai morreu.
_ Eu sabia que ele serviria para alguma coisa um dia._ Augustus parecia eufórico. Ele tinha um certo fetiche por essas coisas de artes marciais.
_ Será que ele é páreo p--
_ --É CLARO QUE É, IMBECIL! Esse daí é um modelo SUPERIOR, meu velho! Pode não ser muito bonito, mas é perfeito para o que pretendemos.
Havoc observou o homem mais uma vez. Ele parecia cético quanto ao protótipo.
_ Quando pretende levá-lo para FORA?_ Perguntou Havoc.
Augustus respondeu enquanto olhava para aquele homem parado, lá embaixo.
_ Amanhã. Amanhã aquele careca vai ver que a Oriente tem seu próprio DEUS._
Terça-feira, Julho 06, 2004
Mataram seu melhor amigo.
Mataram sua mãe.
Tiraram sua liberdade.
Doente.
Caçado feito um animal.
A saga de um homem violentado desde a tenra infância.
A saga de um rebelde.
A saga de um mito.
SAGA "PODER DO MITO"
todas as quartas aqui, no ALTER-EGOS.
Segunda-feira, Julho 05, 2004
inside
E assim inicio a procura.
Do eternamente, do numinoso.
E ao invés de eufemizar minha feiúra,
Descubro o maravilhoso.
E a minha jornada prossegue
Por entre as entranhas do nada,
Da escuridão que me negue
A verdade por trás do conto de fada.
Ao final
encontro a mim mesmo.
Um ser dual,
Caminhando a esmo.
Sábado, Julho 03, 2004
Sobre ficção e fato
Eu já escrevi um conto azul, vários até. Mas este é um conto de todas as cores. Por que era uma vez um menino azul, uma menina verde, um negrinho dourado e um cachorro com todos os tons e entre-tons do arco-íris
Até que apareceu uma comissão de doutores- os quais, por mais que esfregassem os nossos quatro amigos, viram que não adiantava. E perguntaram se aquilo era de nascença ou se--
_ Mas nós não nascemos_ interrompeu o cachorro._ nós fomos inventados!
Mário Quintana
:- ( Faraco e Moura, autores do conhecido livro "língua e literatura" explicam que ficção é aquilo que recria. a realidade através de palavras, é uma maneira pessoal e subjetiva de cada escritor interpretar a realidade ( 1995-pg 92).
Talvez os autores mencionados acima estejam errados. O texto "The elements of Fiction"* prova por a mais b que um "fato" não passa de mera ficção. Ele parte do pressuposto que a ficção é uma estória criada (1982-pg 3) e, até aí, nada de novo. Depois ele diz que a BÍBLIA é uma obra de ficção. Por quê? Por que a bíblia é uma estória criada- Não significa que não haja verdade na Bíblia, mas não há como saber se há fatos nela.
Fato vem do latim facere, ou fazer. Ficção vem de fingire , ou fingir. O texto explica que Fato é uma coisa FEITA e ficção é uma coisa CRIADA. Uma coisa FEITA perde a existência logo depois de FEITA . Explicando melhor: um texto jornalístico sobre a seca no Nordeste deixou de ser fato a partir do momento que ele deixou de acontecer. Já a FICÇÃO pode existir para sempre! Como? A trama de "Vidas Secas" vai continuar até que todas as edições sejam queimadas, ou seja, PARA SEMPRE. Um "fato" relatado não deixa de ser um ponto-de-vista, uma idiossincrasia de quem o relata. Por isso que existe a frase "a história é contada pelos vencedores".
A conclusão que se tira do texto é a de que se não existem fatos, não há verdade. Há apenas pontos-de-vista.
*in "Elements of Literature"- Comley, Nancy; Klaus, Carl and Scholes, Robert. Oxford press, 1982. pages 3 n´ 4.
N.E.:
:- | Mando um abraço à dona Fabíola, que apresentou comigo um seminário sobre esse texto.
Quinta-feira, Julho 01, 2004
:- | Nosso estranho narrador nos contou, nos 4 primeiros episódios, como George foi treinado pelo seu amigo Jas. Conseguindo controlar o câncer, por um momento, por uns poucos minutos, George pensou em esquecer sua vingança. Mas a Oriente não lhe deixou escolha.

Não se deve enfurecer um deus...
SAGA "PODER DO MITO"
"MEU DEUS!!! É ELE!!!", um dos homens gritou. Dezesseis seguranças que estavam naquela lavanderia viraram-se para a porta.
No início vem o choque.
Depois as armas.
E depois o choque.
EPISÓDIO 36- PERTURBADO
Uma das máximas da máfia, seja ela qual for, é : "corta-se um membro, que nascerá outro." E quando corta-se a CABEÇA?
Harry Rockerfort havia sido chamado para destruir o até então POTENCIAL inimigo da Oriente, mas ele falhara. Pior: ele morrera. O líder da maior organização criminosa da Terra morrera.
George ANDAVA por entre as balas.
Rick Moralez. Argentino. Líder da região "centro de Smallpequenotown". Liderava mais de quinhentos homens, dentre os quais advogados, políticos, ex-policiais, fuzileiros, repórteres e o básico: gentalha dos subúrbios que fazem o grosso do trabalho. O centro de Small era dele. Conhecido pelas grandes orgias homossexuais que fazia em sua cobertura no centro, era um dos braço-direito de Harry. Ele discutia, na lavanderia Oriente, habitual ponto de encontro, com mais 8 líderes setoriais, o que fazer depois da morte do seu chefe. Os barulhos dos tiros interromperam a reunião.
Um dos homens voou pela janela. Havia tantos homens atacando o Super-Ateu que não dava pra contar. Eles estavam socando a esmo, estavam desesperados. George era tão rápido que mal os homens conseguiam ver seus movimentos. Por mais que eles tentassem atingi-lo, George se defendia. Aquilo estava ficando TEDIOSO.
Alguns homens de terno entraram desesperados pela porta onde estavam os chefões da máfia.
_ Mas o que diabos está acontecendo?_ Rick Moralez perguntou a um dos homens que entravam, pálidos, trancando a porta.
_ É ELE! É ELE!!!_, gritou um deles.
_ Ele quem, porra!_ Explodiu Ted Irons, líder da Ásia e Oceania.
_ O tal SUPER-ATEU!! É-é melhor vocês saírem pelos fundos, o cara tá massacrando a gen--
Um capanga atravessou a parede da sala, derrubando o segurança que falava. Os homens arregalaram os olhos e viram um careca saindo por entre a poeira e o entulho. Eles sacaram suas pistolas e atiraram.
Inútil.
Com a mão espalmada à frente, o Super-Ateu interceptou todas as balas.
Por um momento, George se deliciou com o olhar de pânico daqueles que eram no momento a nata do poder financeiro do globo: Todos naquele momento sabiam do massacre do pessoal do Harry, na semana anterior.
Rick Moralez bulbuciou algumas palavras:
_ Er...di-diga...diga o que você quer...
George fitou Morales nos olhos, escorou-se na parede e em seguida olhou para os outros.
_ Sabe... eu tinha um violão. Nunca tive tempo de tocá-lo..._ Ele deu um suspiro longo e depois continuou._...Eu trabalhava muito, sabe..._
Outro mafioso se pronunciou.
_ A gente pode te fazer rico._
George virou o pescoço para onde ouvira a voz, Olhou para ele com um olhar vazio, indiferente. Lentamente o homem sentiu sua cabeça girando. Ele gritou uma, duas, três vezes, mas ela continuava girando. Um estalo grotesco foi ouvido naquela sala. Um deles pediu para que aquilo parasse. Aquele obeso caiu no chão se debatendo, até parar.
_ NÃO. ME. INTERROMPA!!_George falou. Olhos arregalados. E um silêncio macabro se fez naquela lavanderia. George queria mesmo monologar:
_ heh, eu tinha uma xícara com o desenho do Popeye...eu adorava ela... Sabe, sabe por que eu gostava do Popeye?_ Ele olhou para um dos engravatados._ Eu gostava por que ele engolia um troço verde e ficava forte, BEEEEM FORTE!_
George, Enquanto falava, ia moldando as balas que vieram em sua direção quando chegou. Ele estava num nível de controle inacreditável. Ele olhou para o que havia feito.
_ Sabem o que é isso, senhores?_ Ele perguntou e, como não houve resposta, ele mesmo respondeu._ Eu digo. Isso é um PÊNIS._ E uma forma fálica flutuava na frente daqueles homens atônitos. Ele continuou:
_ Freud dizia que o pênis era o símbolo maior do poder. O cara tinha um pinto ridículo e qual era a solução? Ora, por que não exterminar judeus e bichas? Por que não comprar um caminhão? Por que não comandar uma super-organização só de farra?_ E ele se virou para Moralez.
_ hahah. Moralez... Eu lembro do "Wal-mart" que havia por aqui. Pegou fogo. O dono morreu. Assassinado. Não foi essa a última empresa que vocês quebraram? Hmn. Um amigo meu não podia pagar a "proteção" de vocês. Tsc. Ele vendia CACHORRO-QUENTE. hnff. Moralez! Notei pelo movimento da sua PÉLVIS que você se interessou pelo meu "brinquedinho"...
_ n-não..._ balbuciou o mafioso.
Os dois trocaram olhares. Moralez pressentiu o que iria acontecer.
_ Mas... eu não vou fazer isso. Não agora._ E o pênis de metal caiu no chão.
_ ISSO É INSANO! VOCÊ É LOUCO!!_ gritou um deles. Nesse momento eles perceberam que não podiam se mexer; algo literalmente OS PRENDIA ao chão. George encarou o "revoltado".
_ sabe o que é telecinésia? Tá, eu explico: chama-se "mente sobre a matéria". Lembra que eu falei que o Popeye comia uma coisa verde e ficava forte? O nosso amigo ali vai te fazer ficar bem forte._
O engravatado era Thom Banks, de Nova York. Ele sentiu algo estranho no estômago e começou a ficar azul. Thom Banks VOMITOU o café-da-manhã. Aquela gosma verde, causada pela bílis, flutuava pela sala. Os homens desta vez estavam realmente apavorados.
_ vamos Popeye, abra a boca!_ E o "revoltado" , contra a vontade, abriu a boca. Os homens tiveram náuseas ao ver aquele homem ENGOLIR o vômito de Thom Banks.
Mais um suspiro e George continuou:
_ O que eu quero, senhores? Hmn. Sabe, eu queria ter aprendido a tocar violão. É! Queria ter de volta meu pijama de bolinhas... Queria ter meu táxi. Queria minha mãe, também... Olha, UM de vocês vai sair vivo daqui. Os outros vão morrer. Escolham!_
Os homens se entreolhavam, não sabiam o que fazer, afinal, TODOS queriam viver, e apesar de serem bilionários, eles viram que seu dinheiro em nada podia ajudá-los naquela situação. E como viu que não chegavam em um consenso, George, no extremo do absurdo, resolveu escolher quem vai viver da seguinte forma:
_Uni, duni, tre..._ Quando terminou de cantar a musiquinha, apontou para Rick Moralez.
_Saia._ George disse. E o homem, visivelmente perturbado, saiu pelos fundos.
Mais uma vez George suspirou.
_ Eles me chamam de "Super-Ateu", né? Bom, eu sou ateu mesmo. Não sigo leis divinas e agora muito menos leis humanas. Seria legal se vocês fossem pro inferno, mas...
Alguns deles suspiraram de alívio.
_...não me importa pra onde você vão._ Os homens suavam, se urinavam.
Aqueles homens foram RASGADOS ao meio.
Até então George estava no buraco por onde um dos capangas da máfia havia atravessado. Olhou para o que fez, deu as costas e saiu.
(continua...)
:- | Esta foi só uma AMOSTRA do nível de perturbação mental pela qual Geore passa. Não perca o episódio da quarta que vem!
© 2004 por Dyego Fernandes Saraiva Silva.
Proibida a reprodução, total ou parcial, sem autorização do autor.
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